A igreja cresceu,o que fazer? (2º parte)
No artigo anterior demos uma visão geral dos subsídios necessários para construir um templo. A partir desta edição iremos abordar-los mais profundamente, com o propósito de esclarecer as igrejas sobre o ato de edificar com qualidade.
O passo inicial é a elaboração de um projeto de arquitetura que segue etapas com o programa de necessidades a ser atendido, um local em que se implantará o edifício, e um modo de construir. Esse conjunto de fatos é representado através do desenho que serve de ligação entre a idéia do projeto e a obra concluída.

A quantificação dos espaços voltados a atender as necessidades físicas da igreja, é o que chamamos de programa de necessidades, que define os ambientes e a quantidade como o número de assentos no templo, sala de aula, sala de reuniões, secretarias, escritório pastoral, sanitários, estacionamentos, jardins, cozinha, almoxarifado, depósitos e outras variações de acordo com as necessidades de cada denominação.

Com o programa de necessidades concluído dimensiona-se os espaços para atender as atividades propostas. Esse dimensionamento auxilia na leitura do programa. Após definido, quantificado e dimensionado o programa de necessidades, parte-se para a escolha do local/terreno onde se observa cuidadosamente itens que venham a fundamentar melhor a escolha, como: a região escolhida, comercial ou residencial, se é permitido este tipo de edificação; se os acessos para o local são fáceis, quais a vias disponíveis, se estas atendem o fluxo que a edificação exigirá; as dimensões do terreno atendem a todo o complexo da edificação, é bom se pensar no futuro caso seja necessário uma ampliação; a topografia e a geometria do terreno viabiliza a construção no sentido de economia em relação custo benefício; o tipo de solo é propício a edificação, cada caso uma técnica diferente para a fundação; a infra-estrutura urbana está adequada as necessidades da edificação a ser construída (pavimentação, energia, água, esgoto, comércio); insolação e ventilação, analises da incidência solar em relação as faces do terreno durante as estações do ano e conhecimento dos ventos predominantes no local. E ainda a legislação de uso e ocupação do solo são dados pré-existentes, que devem ser analisados para evitar o comprometimento do uso dos espaços, caso contrário haverá desarmonia entre o local e a construção.

Definido o local e analisados os itens acima, elabora-se o projeto arquitetônico que reúne a idéia com o modo de construir, sendo este a concretização da arquitetura. O modo de construir define as fundações que varia de acordo com o solo, a estrutura que pode ser de concreto armado, metálica ou pré-moldada, instalações complementares, e os materiais.

Com estes itens citados, o arquiteto tem condições de concretizar o espaço na forma do edifício imaginado.
´´Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, e não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas``. Isaías 54:2